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Bem-estar

Um guia rápido das enzimas proteolíticas

4 Março 2019

Preparações de enzimas proteolíticas (ou proteases) são, sem dúvidas, alguns dos suplementos mais versáteis para fornecer grandes benefícios à saúde. Testes clínicos documentaram que essas enzimas são efetivas em uma ampla variedade de benefícios, auxiliando pessoas em vários problemas de saúde, incluindo:

  • Asma
  • Aterosclerose
  • Doenças autoimunes
  • Bronquite
  • Câncer
  • DPOC
  • Problemas digestivos
  • Displasia mamária
  • Alergias alimentares
  • Hepatite C
  • Herpes zóster (cobreiro)
  • Ferimentos e traumas causados por    esportes
  • Insuficiência pancreática
  • Esclerose múltipla
  • Osteoartrite
  • Artrite reumatoide
  • Sinusite

Apesar de existirem benefícios cientificamente documentados quanto a esses e outros problemas, as proteases ainda são significativamente subestimadas.

O que são as enzimas proteolíticas?

As enzimas proteolíticas quebram proteínas, basicamente adicionando água ou hidrolisando as ligações entre aminoácidos específicos, que são os blocos de construção das proteínas. As enzimas proteolíticas individuais diferem em sua capacidade de quebrar as várias ligações de aminoácidos. Cada tipo de protease pode quebrar um tipo específico de aminoácido. Exemplos de enzimas proteolíticas incluem proteases fúngicas; proteases bacterianas, como serrapeptase e nattokinase; proteases de plantas, como bromelaína e papaína e proteases do estômago (pepsina) e do pâncreas (tripsina e quimotripsina) de porcos.

Enzimas proteolíticas administradas oralmente são absorvidas intactas quando tomadas de estômago vazio, principalmente quando são tomadas em cápsulas resistentes ao ácido gástrico. Quando tomadas com refeições, as proteases são utilizadas principalmente na digestão de proteínas alimentares. Quando enzimas proteolíticas são absorvidas, existem fatores especiais no sangue e nos fluidos corporais que as bloqueiam para evitar que façam a digestão de proteínas do corpo.

Ação anti-inflamatória

Talvez a aplicação mais popular das enzimas proteolíticas seja como um agente anti-inflamatório. Essa aplicação é certamente bem documentada na literatura médica, com numerosos estudos duplos cegos indicando efetividade no alívio da dor e da inflamação causada por ferimentos, traumas, torções e distorções causadas por esportes, bem como cirurgias e osteoartrite. Porém, a efetividade dos produtos à base de protease nessas áreas levou ao que eu acredito ser uma limitação inconsciente do seu uso clínico. Esses produtos são muito mais do que alternativas naturais a medicamentos como ibuprofeno e aspirina, pois exercem efeitos muito mais diversos e clinicamente significativos.

Por exemplo, os benefícios das enzimas proteolíticas em alguns problemas inflamatórios parecem estar relacionados ao auxílio que elas dão ao corpo para que ele quebre complexos formados entre anticorpos produzidos por glóbulos brancos e os compostos aos quais eles se ligam (antígenos). Problemas associados a altos níveis desses complexos imunológicos no sangue costumam ser chamados de “doenças autoimunes”, e incluem doenças como artrite reumatoide, lúpus, esclerodermia e esclerose múltipla. Níveis mais altos de complexos circulatórios também são vistos em casos de colite ulcerativa, doença de Crohn e AIDS.

Vias aéreas livres

As enzimas proteolíticas podem quebrar o muco que bloqueia as vias aéreas. Elas fazem isso agindo sobre as proteínas do muco, ajudando a reduzir sua viscosidade (o quanto o muco gruda). Isso torna as enzimas proteolíticas extremamente úteis para limpar vias aéreas, principalmente em casos de sinusite, bronquite, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A serrapeptase parece ser especialmente útil nesse auxílio.

Outros problemas de saúde

A lista de doenças que podem ser abordadas pela suplementação com enzimas proteolíticas está sempre crescendo.  Por exemplo, um uso potencial está no tratamento de doenças virais, incluindo hepatite C e herpes simples. Em um estudo, no tratamento de herpes zóster (cobreiro), uma preparação de enzimas proteolíticas administrada oralmente foi mais efetiva do que um medicamento padrão (Aciclovir). Em um estudo com pacientes com hepatite C, foi demonstrado que as enzimas proteolíticas são levemente superiores ao interferon alfa na melhoria dos valores laboratoriais dos sintomas da doença. As enzimas proteolíticas também parecem ser muito úteis para lidar com a sinusite e a bronquite, tanto na forma crônica quanto na aguda, e também com a doença pulmonar obstrutiva crônica e a asma.

Dosagem

Apesar de produtos contendo enzimas individuais, como nattokinase e serrapeptase, normalmente, os produtos à base de enzimas proteolíticas consistem em múltiplos tipos de enzimas para fornecer a maior variedade de atividade e benefícios. A chave para fornecer uma alta atividade proteolítica. A força ou atividade das enzimas não é baseada apenas em peso, mas sim na análise de laboratório da atividade enzimática. Diferentes unidades de medida específicas para cada tipo de proteases são usadas, com base no Food and Chemical Codex. Esse trabalho de referência é usado pela Food and Drug Administration (FDA) como o método padrão para expressar as potências das enzimas. Por exemplo, a potência da bromelaína é baseada em unidades digestoras de gelatina (UDG), depois de expor a gelatina à bromelaína em uma avaliação de laboratório.

Aqui estão as dosagens recomendadas para cada protease individual, para servir de base para a efetividade da enzima proteolítica. Caso esteja utilizando uma mistura complexa, níveis mais baixos de cada protease individual devem ser usados. Para uma aplicação diferente da melhora da função digestiva, as enzimas digestivas devem ser tomadas de estômago vazio entre as refeições.

Segurança

As enzimas proteolíticas costumam ser bem toleradas, e não são associadas com qualquer efeito colateral significativo. Mesmo em pessoas com função pancreática presumidamente normal, tomar enzimas proteolíticas não produziu efeitos colaterais nem reduziu a capacidade desses indivíduos de produzirem suas próprias enzimas pancreáticas.

Apesar de efeitos colaterais significativos não terem sido notados com qualquer enzima proteolítica, pequenas reações alérgicas podem ocorrer (assim como ocorre com muitos alimentos).

As enzimas proteolíticas não são recomendadas por pelo menos dois dias antes ou depois de cirurgias, pois podem aumentar o risco de sangramentos.

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