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Monolaurina: Por que a suplementação com este antimicrobiano natural?

Por Dr. Michael Murray

Neste artigo:


A monolaurina é uma gordura encontrada no leite materno, onde parece desempenhar a função de antisséptico natural. Também é encontrada no óleo de coco e pode ser formada no corpo humano a partir do ácido láurico, que normalmente compõe cerca de 50% da gordura presente no óleo de coco.


A monolaurina, conhecida como monolaurato de glicerila ou laurato de glicerila, também está disponível como suplemento alimentar. Suas propriedades anti-infecciosas são conhecidas há mais de 50 anos, mas houve uma enxurrada de estudos recentes analisando seus efeitos antivirais e antibacterianos.

Efeitos antimicrobianos naturais da monolaurina

Muitos vírus, assim como bactérias e protozoários (parasitas), são revestidos por uma membrana protetora composta de substâncias gordurosas (lipídios). Pesquisas atuais indicam que a monolaurina destrói esses patógenos dissolvendo os lipídios do revestimento de gordura que envolve os organismos. Em outras palavras, a monolaurina basicamente desintegra o escudo protetor do organismo, fazendo com que ele seja facilmente destruído pelo sistema imunológico. Estudos em culturas celulares demonstraram que a monolaurina elimina vírus revestidos por lipídios, como:

  • Citomegalovírus
  • Vírus de Epstein Barr
  • Vírus herpes simplex - 1 e 2
  • Vírus linfotrópicos humanos (tipo 1)
  • Vírus da gripe
  • Vírus do sarampo
  • Pneumovírus
  • Vírus do sarcoma
  • Vírus sincicial
  • Vírus da estomatite vesicular
  • Vírus Visna

Com o recente surto de coronavírus, é lamentável que a monolaurina não tenha sido testada contra ele. Os coronavírus são um grupo de vírus que causam doenças em mamíferos, inclusive seres humanos e aves. Em humanos, o vírus causa infecções respiratórias que geralmente são leves, mas, em casos raros, podem ser letais. A estrutura do coronavírus, no entanto, inclui um revestimento lipídico, sendo muito provável que ele também seja suscetível ao principal mecanismo antiviral da monolaurina. Além disso, existe outro mecanismo potencial pelo qual a monolaurina pode destruir o coronavírus. O coronavírus cria o que é conhecido como "jangada lipídica", na qual o envoltório lipídico do vírus interage com as células humanas que revestem o trato respiratório de modo a permitir que o vírus se acople e depois entre na célula humana. A alteração da jangada lipídica, de maneira semelhante ao efeito desintegrante da monolaurina no envoltório lipídico observado em outros vírus, também pode ser um mecanismo importante pelo qual a monolaurina venha a inibir o coronavírus. Infelizmente, embora exista uma justificativa de uso com base em outros estudos sobre a monolaurina, ela não foi estudada no coronavírus.


Exemplos de bactérias patogênicas ou causadoras de doenças inibidas pela monolaurina com base no mesmo mecanismo de dissolução do envoltório de gordura são Borrelia burgdorferi (causadora da doença de Lyme), Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus, Streptococcus sp., Staphylococcus epidermidis e Helicobacter pylori. A monolaurina não só inibe essas bactérias, ao contrário dos antibióticos, como também parece que as bactérias se tornam incapazes de desenvolver resistência a ela. Ele demonstrou atividade até mesmo contra o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).


Estudos recentes também mostram que a monolaurina possui outro mecanismo de aniquilação de certas bactérias, interferindo na capacidade da bactéria de interagir com as células que está tentando infectar.


A monolaurina também aniquila ou inibe vários fungos, leveduras e protozoários, inclusive a Candida albicans, várias espécies de micose e a Giardia lamblia.

A monolaurina inibe e destrói o biofilme

Biofilme refere-se a uma matriz viscosa e pegajosa de bactérias ou leveduras estreitamente agrupadas que aderem a superfícies como o revestimento do intestino delgado. Em geral, leveduras e bactérias que formam biofilme costumam ser difíceis de eliminar. Esses organismos formam o biofilme quando são ameaçados. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência e de um dos principais fatores que levam um organismo a se tornar resistente a antibióticos. É como se eles estivessem formando uma barricada para se proteger. Por isso, quando a levedura ou as bactérias crescem em excesso no intestino delgado, como ocorre no SIBO (crescimento excessivo das bactérias do intestino delgado), os antibióticos não resolvem de fato o problema. As bactérias formam o biofilme e esperam até que o ambiente esteja livre de antibióticos e seguro para que cresçam novamente.A monolaurina demonstrou ser muito eficaz na dissolução da matriz do biofilme, expondo as bactérias ou leveduras aos fatores naturais que mantêm o intestino delgado relativamente livre de micróbios. 


As bactérias e leveduras que formam biofilme e crescem em excesso no intestino geralmente estão associadas a gases e inchaço significativos. Embora não existam estudos clínicos, se esse efeito da monolaurina for tão eficaz em nosso corpo quanto em modelos experimentais, estaremos diante de um avanço significativo. 

A monolaurina exerce ação significativa contra a Candida Albicans

A Candida albicans é uma habitante normal do corpo humano. Um estudo recente de 2018 (Biol Pharm Bull. 2018; 41: 1299-1302) evidenciou a atividade antifúngica da monolaurina contra biofilmes de Candida albicans em camundongos usando uma forma modificada de C. albicans que apresenta fluorescência (brilho) sob a luz apropriada. A atividade antifúngica da monolaurina foi determinada por meio da comparação entre camundongos tratados com placebo, monolaurina ou um medicamento antifúngico (nistatina). Os resultados mostraram que tratamentos tópicos orais de monolaurina foram quase tão eficazes quanto a nistatina e exerceram um efeito significativo sobre a capacidade da C. albicans de formar biofilme. A conclusão do estudo diz tudo: "A análise microbiológica geral das amostras de língua ex-vivo confirmou a eficácia da monolaurina como um potente agente terapêutico antifúngico".


Os efeitos clínicos da monolaurina foram avaliados em mulheres com infecções vaginais causadas por C. albicans ou pela bactéria Gardnerella vaginalis (Antimicrob Agents Chemother. 2010;54:597-601). As infecções vaginais causadas por esses organismos são bastante comuns e muitas se tornam crônicas ou recorrentes. Como a monolaurina age contra os dois organismos, um estudo randomizado e duplo-cego foi elaborado para investigar os efeitos dela na microflora vaginal. Mulheres se autoaplicaram géis intravaginais contendo 0%, 0,5% ou 5% de monolaurina a cada 12 horas por 2 dias. Amostras vaginais foram coletadas antes e imediatamente após a primeira aplicação do gel e 12h após a aplicação final do gel. A presença de Lactobacillus, Candida e G. vaginalis foi testada nas amostras. A monolaurina não teve efeito no pH vaginal, mas foi eficaz na redução significativa de Candida e G. vaginalis, sem afetar as concentrações vaginais de Lactobacillus.


Os dois estudos mencionados acima são significativos por várias razões. A mais importante delas é mostrar que os efeitos antimicrobianos produzidos pela monolaurina em estudos com células e tubos de ensaio são replicados em estudos com animais e humanos. Se isso for verdade para todos os microorganismos contra os quais a monolaurina mostra atividade, principalmente os vírus, a monolaurina seria um avanço médico significativo.

Dosagem recomendada de monolaurina: 

A recomendação geral da monolaurina como suplemento alimentar é que se comece com 750 mg duas a três vezes por dia durante uma semana, aumentando a dose em seguida para 1.500 mg duas a três vezes por dia durante mais uma semana. Caso necessário, a dose pode ser aumentada para 3.000 mg duas a três vezes por dia. Geralmente, o uso é interrompido quando não há mais uma necessidade óbvia.

A monolaurina é segura?

A monolaurinaé considerada genericamente segura (GRAS) pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos. Com efeito, ela vem sendo usada em dosagem relativamente alta na ração animal como antimicrobiano natural. Curiosamente, ela minimiza seu efeito antimicrobiano em importantes bactérias gastrointestinais que promovem a saúde. Embora aparentemente muito segura, a monolaurina deve ser evitada durante a gravidez e a amamentação devido à falta de informações sobre sua segurança.

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