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Bem-estar

É Possível Desacelerar o Seu Relógio

27 Abril 2017

Compreenda seu relógio genético e como desacelerá-lo

Por muitos anos, acreditou-se que as células seriam imortais se estivessem no ambiente ideal. Essa crença foi descartada na década de 1960 quando o médico Leonard Hayflick observou que fibroblastos humanos em uma cultura de tecido não se dividiam mais do que cerca de 50 vezes. Hayflick constatou que, se ele congelasse as células após 20 divisões, elas se "lembravam" que ainda lhes restavam 30 duplicações depois que fossem descongeladas.

Os pesquisadores também notaram que os fibroblastos começam a parecer velhos quando se aproximam da 50ª divisão celular. Eles se tornam maiores e acumulam uma quantidade maior de lipofuscina, o pigmento responsável pelas "manchas da idade". Com base nas descobertas de Hayflick, especialistas teorizaram que existe um relógio genético dentro de cada célula e que determina quando se inicia a idade avançada.

Atualmente, muitos pesquisadores da área estão trabalhando com a teoria do envelhecimento conhecida como "encurtamento dos telômeros". Os telômeros são os segmentos das extremidades do DNA. Cada vez que uma célula se replica, é removido do telômero um pequeno pedaço de DNA – e quanto mais curto o telômero, mais afetada se torna a expressão dos genes. O resultado é o envelhecimento celular.

Além de funcionar como um relógio para o envelhecimento, o telômero está envolvido em proteger a extremidade do cromossomo contra danos, controlar a expressão gênica e auxiliar na organização do cromossomo. O telômero determina não apenas o envelhecimento da célula, mas também seu risco de desenvolver câncer, doença de Alzheimer e outras doenças degenerativas.

Desacelerando o Relógio

Em última análise, a chave para prolongar a vida humana envolverá preservar ou restaurar o comprimento dos telômeros até o DNA. Mas essa tecnologia ainda vai demorar décadas para surgir. Felizmente, existem maneiras simples para ajudar a desacelerar nossos relógios genéticos, incluindo:

Um Olhar Mais Atento

Uma pesquisa demonstrou que muitos nutrientes ajudam a combater o encurtamento dos telômeros, especialmente vitaminas do complexo B, como ácido fólico, vitamina B12 e  niacina; zinco; magnésio; e vitaminas C  e E. A melhor maneira de garantir a ingestão adequada desses e de outros nutrientes é tomando um suplemento multivitamínico/multimineral de qualidade. É necessário consumir um multivitamínico que contém ferro? A menos que você tenha uma necessidade significativa de ferro ou seja uma mulher que menstrua, faça o possível para evitar suplementos com ferro. O consumo de ferro tem sido associado a telômeros mais curtos. O excesso de ferro também pode agir no aumento da atividade dos radicais livres.

Também é uma boa ideia tomar um suplemento de vitamina D – hoje, a maioria dos especialistas recomenda consumir pelo menos 2.000 UI por dia. Em um estudo, os cientistas examinaram os efeitos da vitamina D sobre o comprimento dos telômeros em glóbulos brancos do sangue de 2.160 mulheres com idades entre 18 e 79 anos. Quanto mais altos eram os níveis de vitamina D, maior era o comprimento dos telômeros.

Em termos de envelhecimento, havia uma diferença de cinco anos no comprimento dos telômeros nas mulheres com os níveis mais altos de vitamina D em comparação com as mulheres com os níveis mais baixos. Obesidade, tabagismo e falta de atividade física podem encurtar o comprimento dos telômeros, mas os pesquisadores descobriram que o aumento dos níveis de vitamina D superou esses efeitos. O que essa diferença de cinco anos significa é que uma mulher de 70 anos de idade com níveis mais elevados de vitamina D teria uma idade biológica de 65 anos.

Óleos de peixe também são importantes para retardar o relógio genético. Demonstrou-se que níveis mais elevados dos ácidos graxos ômega 3 EPA e DHA reduziram o encurtamento de telômeros em um estudo a longo prazo. A dose recomendada de óleos de peixe é fundamentada no fornecimento diário de 1.000 mg de EPA e DHA.

Por último, os flavonoides e polifenóis de semente de uva, casca de pinho (picnogenol) e chá verde estão associados não apenas com a redução de marcadores de inflamação, mas também com a prevenção do encurtamento de telômeros em estudos experimentais. A dose recomendada para extratos que fornecem pelo menos 90% de polifenóis é de 150 a 300 mg por dia.

O Ponto de Vista da Insulina

Mas, talvez, a maior causa do encurtamento prematuro do telômero na América do Norte seja a resistência ao hormônio insulina que ocorre na obesidade, pré-diabetes e diabetes tipo 2, já que estudos recentes têm documentado que a resistência à insulina está associada com telômeros mais curtos. Atingir o peso corporal ideal e utilizar estratégias para aumentar a sensibilidade das células do corpo à insulina são objetivos fundamentais para prevenir o encurtamento dos telômeros.

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