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Bem-estar

Nutriente em Destaque: Astaxantina

27 Abril 2017

Na natureza, existem mais de 400 membros diferentes na família de pigmentos dos carotenos. Historicamente, o poder que tem o caroteno em melhorar a saúde humana era observado em sua habilidade de se converter em vitamina A. Por exemplo, o beta-caroteno, o pigmento que tinge a cenoura de laranja, possui o valor mais alto de vitamina A e foi, por muito tempo, considerado como o mais importante caroteno. No entanto, sabemos que alguns dos carotenos mais importantes para a saúde humana não se transformam em vitamina A. A "Rainha" de todos os carotenos que não se transformam em vitamina A é a astaxantina Ela recebe esse título por causa de seus benefícios e ações únicas na melhora da saúde e na proteção contra danos celulares, principalmente no cérebro e no sistema vascular.

Onde podemos encontrar astaxantina na natureza?

A astaxantina é um caroteno intensamente vermelho encontrado principalmente na vida marinha. Uma forma de microalga conhecida como Haematococcus pluvialis é a fonte mais rica. Quando consumida pelo salmão, lagosta, camarão, krill e outras espécies marinhas, sua pigmentação vermelha resulta na cor vermelha ou rosada da carne ou de suas escamas e cascas.

A astaxantina é essencial para sobrevivência desses organismos. Por exemplo, ela é necessária para que as microalgas se protejam de danos causados pela fotossíntese. Também sabemos que o salmão jovem pode morrer ou não se desenvolver bem se não consumir a astaxantina. A astaxantina também fornece proteção para alguns animais tornando-os menos visíveis em águas profundas, onde a luz do segmento vermelho do espectro visível não penetra. O pigmento vermelho também é importante para o acasalamento e a reprodução.

Como é a produção de astaxantina?

Mesmo sendo encontrada no salmão, em ovos de arenque ou nos suplementos de óleo de krill, essas quantidades de astaxantina nessas fontes são muito pequenas comparadas aos extratos da H. pluvialis. Por exemplo, o nível de astaxantina natural em uma cápsula de óleo de peixe ou krill está na faixa de 100 mcg (0,1 mg). Essa quantidade não se compara aos 4 a 12 mg por cápsula de suplemento de astaxantina derivados a H. pluvialis.

Para produzir a astaxantina naturalmente, os melhores produtores usam tanques para cultivar a H. pluvialis em condições ideais que melhoram sua produção de astaxantina e previnem agressões do ambiente. A astaxantina então é liberada das grossas paredes celulares da alga e concentrada.

Existem outras fontes de astaxantina no mercado, mas são produzidas por síntese química ou por levedo geneticamente modificado (Phaffia rhodozyma). Essas formas sintéticas são frequentemente dadas aos salmões em criadouros para dar intensidade ao rosado de sua carne, mas essas formas de astaxantina mostraram-se 20 vezes mais fracas como antioxidante do que a forma natural.

Como a astaxantina funciona?

É um certo clichê referir-se a vários compostos naturais como antioxidantes. Sim, a astaxantina possui atividade antioxidante e definitivamente previne danos oxidativos que contribuem para o envelhecimento, resistência à insulina, problemas cardiovasculares e doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer. Assim como muitos outros antioxidantes naturais. Mas a astaxantina é um pouco diferente como antioxidante e apresenta alguns benefícios adicionais na proteção das células.

Primeiro, com relação a efeitos antioxidantes gerais na proteção das membranas celulares, a astaxantina é mais de 65 vezes mais forte que a vitamina C, 50 vezes mais poderosa que o beta-caroteno e 10 vezes mais potente que a vitamina E. Segundo, um dos aspectos únicos da astaxantina está relacionado ao seu tamanho e como ela passa pela membrana celular. Ela é consideravelmente maior e mais longa que outros carotenos populares. Seu tamanho e formato permitem que ela se incorpore nas membranas celulares, onde ela consegue expandir a total espessura da membrana celular. Isso faz com que a astaxantina proteja a membrana externa e interna das células de danos causados pela oxidação e também estabilize a membrana celular.

A astaxantina também possui efeitos anti-inflamatórios específicos que a tornam bem útil na proteção das células vasculares e cerebrais contra danos. Como a astaxantina protege eficientemente o sistema das mitocôndrias (o compartimento de energia das células), ela pode ajudar a melhorar a produção de energia celular.

O que a astaxantina pode fazer?

Mais de 50 estudos clínicos e experimentais mostram que a astaxantina tem potencial para ajudar nas seguintes situações:

  • Saúde cardiovascular. Protege o revestimento das veias, melhora a circulação do sangue e evita que o colesterol LDL oxide (danifique-se).
  • Saúde dos olhos. Protege contra a fadiga dos olhos, melhora a precisão visual e a percepção de distância, e melhora a circulação do sangue nos tecidos oculares.
  • Saúde do cérebro. Ajuda a proteger contra o envelhecimento e melhora as funções mentais.
  • Atividades esportivas. Melhora a resistência muscular e previne danos musculares.
  • Diabetes, resistência à insulina e síndrome metabólica. Ajuda a melhorar a situação antioxidante e protege contra danos vasculares.
  • Saúde da pele. Reduz linhas e de expressão e rugas, melhora a elasticidade da pele, protege contra danos do sol e previne manchas e hiperpigmentação da idade.
  • Saúde imunológica. Protege contra danos às células de defesa.

Um dos atributos mais especiais da astaxantina está em sua habilidade de cruzar a barreira hemato-retiniana e a barreira hematoencefálica, protegendo ambos olhos e cérebro. Esse efeito é incomum nos carotenos. Por exemplo, carotenos populares como o beta-caroteno e o licopeno não cruzam essas barreiras. Esse efeito da astaxantina indica que ela pode ser especialmente útil para melhorar a saúde do cérebro e dos olhos, além de proteger o cérebro contra o mal de Alzheimer, degeneração muscular e outras desordens degenerativas dos olhos e do cérebro. Ela possui também muitos outros efeitos benéficos, mas acredito que essa habilidade de entrar no cérebro e na retina são suas características mais especiais.

Outro efeito interessante da astaxantina ocorre nas hemácias. Como as hemácias são mais suscetíveis aos danos oxidativos com nosso envelhecimento, a oxigenação dos tecidos pode ficar comprometida. Os efeitos da astaxantina nas membranas celulares podem ser especialmente importantes nas hemácias. Em 2011, em um estudo clínico duplo-cego, 32 participantes saudáveis de 50 a 69 anos (n=30), receberam astaxantina (6 mg/dia ou 12 mg/dia) ou um placebo durante 12 semanas. Ambas as dosagens de astaxantina reduziram os danos de oxidação nas hemácias, sem efeito muito maior para a dose maior. A importância dessa melhora pode ser profunda, principalmente em combinação com um outro estudo de 2011 que descobriu que a astaxantina (6 mg por dia por 10 dias) é capaz de melhorar a circulação do sangue significativamente (rheology [reologia]) Esses efeitos são profundos porque melhorar a circulação do oxigênio pelo corpo pode produzir uma variedade de efeitos positivos.

Qual a dosagem recomendada de astaxantina?

A faixa de dosagem deve ir de 4 a 12 mg por dia.

Quais são os efeitos colaterais e interações medicamentosas da astaxantina?

Não há efeitos colaterais ou interações medicamentosa conhecidas para as doses recomendadas.

Referências:

  1. Ambati RR, Phang SM, Ravi S, Aswathanarayana RG. Astaxanthin: sources, extraction, stability, biological activities and its commercial applications–a review. Mar Drugs. 2014 Jan 7;12(1):128-52.
  2. Fassett RG, Coombes JS. Astaxanthin in cardiovascular health and disease. Molecules. 2012 Feb 20;17(2):2030-48
  3. Kidd P. Astaxanthin, cell membrane nutrient with diverse clinical benefits and anti-aging potential. Altern Med Rev. 2011 Dec;16(4):355-64

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