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Abordagens naturais para reverter a perda capilar

9 Setembro 2019

Por Eric Madrid MD

Neste texto:

 

Toda semana, pacientes vêm ao meu escritório com preocupações de perda excessiva de cabelos. Em média, o couro cabeludo humano tem cerca de 100.000 folículos capilares. Quando você é mais jovem, o cabelo normalmente retém seu pigmento e seu volume. Porém, à medida que você envelhece, o pigmento é perdido, os folículos começam a ficar cinzas e o afinamento começa a ocorrer. Manter um couro cabeludo cheio é a meta de muitas pessoas, mas, infelizmente, isso nem sempre é atingível devido a várias situações da vida, estresses, desequilíbrios e problemas médicos.

Aqui estão as três fases do crescimento pelo qual o nosso cabelo passa: 

  • Anagênese
  • Catagênese
  • Telogênese

A qualquer momento, 90 por cento dos folículos capilares estão na fase de crescimento, ou na anagênese. Essa fase costuma durar de três a quatro anos. A fase da catagênese é uma curta transição, que dura cerca de 10 dias, levando à fase da telogênese. Conhecida como “a fase de descanso”, a telogênese ocorre quando o cabelo cai naturalmente. Caso exista um distúrbio durante a fase da anagênese, o cabelo começa a entrar rapidamente na fase da telogênese, o que resultará em uma perda capilar mais rápida ou prematura. 

Quatro tipos de queda de cabelos:

Eflúvio telógeno (ET) – essa é a causa mais comum de perda capilar. Ocorre tanto em homens quanto em mulheres. 

Alopecia androgenética (AAG) – esse tipo é ligado a alterações hormonais e ao envelhecimento. Ela é a causa da calvície masculina.

Alopecia areata (AA) – esse tipo de perda capilar é resultado de um problema autoimune, no qual o sistema imunológico ataca certos folículos capilares, resultando em áreas calvas isoladas no couro cabeludo ou na barba.

Alopecia universal (AU) – uma doença autoimune muito rara, mas muito severa, na qual os folículos capilares do corpo são atacados, deixando a pele completamente sem pelos, incluindo as sobrancelhas e os cílios. 

O eflúvio telógeno (ET) é a causa mais comum de queda capilar que ocorre em períodos inesperados. Por exemplo, eu já vi ocorrer em mulheres que acabaram de ter um bebê. Em outras vezes, eu vi pacientes diagnosticados com uma doença crônica, ou, às vezes, quando uma pessoa passa por uma situação muito estressante. Pessoas que passam por tratamento para o câncer também perdem os cabelos frequentemente, pois os folículos capilares são mais facilmente afetados durante a fase da anagênese.  

Problemas hormonais

Problemas hormonais podem ocorrer devido a vários motivos. Pessoas com dieta pobre e excesso de peso estão em risco de desenvolver desequilíbrios hormonais como os apresentados abaixo, o que pode resultar em uma perda capilar prematura. 

Doença da tireoide 

Duas causas comuns da doença da tireoide são uma deficiência de iodo ou uma doença autoimune chamada de tireoidite de Hashimoto. As duas podem aumentar o risco de perda capilar.

Anormalidades no nível de açúcar 

A insulina é o hormônio liberado quando se consome açúcar ou carboidratos simples (que se convertem em açúcar). Uma pessoa que tem uma dieta rica em açúcar e carboidratos, geralmente, tem níveis de insulina mais altos. Isso não só pode levar à obesidade, como também pode causar uma resistência à insulina, um problema que aumenta o risco de perda capilar. Limpar sua dieta e alcançar um peso ideal pode ajudar você a evitar essas anormalidades. 

Testosterona anormal 

À medida que os homens envelhecem, os níveis de testosterona caem. Excesso de peso, diabetes ou a utilização de medicamentos para a dor crônica são fatores que podem contribuir para reduzir o nível de testosterona. Isso pode resultar em perda capilar prematura. As mulheres também podem ter um nível elevado de testosterona, principalmente se os níveis de insulina estiverem altos (por um excesso de açúcar). Frequentemente, isso leva a uma perda capilar.

Desequilíbrio de estrogênio 

O risco de perda capilar prematura é aumentado pelo desequilíbrio de estrogênio. Mulheres com sobrepeso ou obesas têm um risco maior, pois o tecido adiposo excreta estrogênio em excesso, o que pode afetar o ciclo menstrual e o equilíbrio hormonal em geral. 

Problemas digestivos

Problemas digestivos são comuns em pessoas com perda capilar prematura. Pessoas com intestino permeável frequentemente apresentam menor absorção de importantes vitaminas e minerais. Sinais comuns de intestino permeável incluem inchaço e anormalidades intestinais, como diarreia frequente.

Normalmente, os inchaços são um sinal de intolerância alimentar. Eu sempre digo aos meus pacientes, “os humanos não produzem gases”. Porém, as bactérias intestinais, quando se alimentam de certas comidas, resultam em uma formação de gases. A maioria dos alimentos comuns que pode causar intolerância são os produtos de trigo (ex.: glúten), laticínios (lactose, caseína), milho (xarope de milho, maltodextrina), soja e certos vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor, couve-de-Bruxelas). Além de evitar certos alimentos, otimizar a saúde intestinal usando enzimas digestivas e probióticos pode ser uma boa ideia.

A diarreia crônica também pode ser causada pela maioria dos gatilhos alimentares, o que pode resultar em um desequilíbrio nos intestinos. Consertar um intestino permeável ajudará a melhorar a absorção de nutrientes importantes. Novamente, as enzimas digestivas e os probióticos podem ajudar. 

Hipertensão

A alta pressão arterial, também conhecida como hipertensão, é um fator de risco muito conhecido para doenças cardíacas, doença dos rins e derrame. Além disso, ela também aumenta o risco de perda capilar em homens e mulheres. Tomar medidas para reverter ou, pelo menos, controlar a hipertensão é importante. Consulte seu médico caso possua hipertensão.

Dieta pobre

Uma dieta pobre pode resultar em má nutrição e menor absorção de vitaminas e minerais, o que pode contribuir para a perda capilar prematura. Focar em uma dieta equilibrada é crucial para garantir que uma quantidade adequada de vitaminas e minerais seja consumida. Um multivitamínico também deve ser considerado no caso de uma dieta inadequada.

Vitaminas e minerais que podem ajudar com a queda de cabelos

Biotina 

Normalmente tomada para ajudar com a perda capilar prematura e o mau crescimento das unhas, a biotina está na classe das vitaminas do complexo B cozidos. Apesar de eu já ter visto alguns benefícios em pacientes, alguns estudos sugerem que as evidências não são conclusivas. Porém, um estudo de 2016, publicado no International Journal of Trichology, demonstrou que 38 por cento das mulheres com perda capilar tinham uma deficiência de biotina. 

Colágeno 

Os suplementos de colágeno contêm uma grande variedade de aminoácidos, necessários para o crescimento dos cabelos, da pele e dos tendões, bem como para a saúde dos ossos. Eles são uma boa opção para pessoas que querem garantir que estão recebendo uma quantidade adequada de aminoácidos. Dose sugerida: conforme indicado no rótulo.

Ferro 

Mulheres com menos de 50 anos de idade apresentam um maior risco de deficiência de ferro quando comparadas aos homens. Porém, os dois sexos podem ser afetados, principalmente quando a perda de ferro resulta de problemas digestivos. De acordo com um estudo publicado na Skin Physiology and Pharmacology, baixos níveis de ferro também aumentam o risco de queda capilar rotineira. É importante que a causa da deficiência de ferro seja avaliada por seu médico e, depois de determinada, a suplementação seja considerada. Tomar ferro com vitamina C ajuda a melhorar a absorção. Consulte seu médico antes de tomar o suplemento. 

Vitamina D 

Quase quatro a cada cinco pessoas ao redor do mundo, incluindo meus próprios pacientes no sul da Califórnia, apresentam deficiências de vitamina D. Baixos níveis de vitamina D foram associados a um maior risco de vários problemas de saúde, desde ossos fracos e dores musculares até vários tipos de câncer. Não é de se surpreender que níveis saudáveis de vitamina D no sangue também sejam importantes para a saúde da pele e dos cabelos. Estudos demonstraram que baixos níveis de vitamina D são associados a um maior risco de alopecia areata, e que a suplementação pode reduzir a severidade depois de desenvolvida, de acordo com um estudo publicado na revista Clinical and Experimental Medicine. 

Zinco 

De acordo com um estudo de 2013, publicado no Journal Of Drugs in Dermatology, os níveis de zinco devem ser medidos em pessoas com perda capilar rotineira causada pelo eflúvio telógeno, a causa mais comum de queda de cabelos. 7Se o nível de zinco estiver baixo, você pode repor com um multivitamínico ou um suplemento de zinco separado. 

Ácidos graxos ômega-3 

Os ácidos graxos ômega-3 também podem ser benéficos, de acordo com estudos. Um estudo de 2015, publicado no Journal of Cosmetic Dermatology, concluiu que os ácidos graxos essenciais têm um papel importante na prevenção da queda capilar. Estudos em animais apresentaram descobertas semelhantes. 

Adaptógenos que podem ajudar com a queda de cabelos

A raiz-de-ouro e a ashwagandha são dois adaptógenos comuns e que também podem ajudar. Os adaptógenos ajudam o corpo durante períodos de estresse, equilibrando os hormônios. Acredita-se que esse seja o mecanismo pelo qual eles previnem a queda de cabelos. 

Óleos essenciais que podem ajudar com a queda de cabelos

Lavanda

Provavelmente um dos mais conhecidos e reconhecidos dentre todos os óleos essenciais, a lavanda e seu óleo foram usados por milhares de anos, por cultura no mundo todo.  Seu uso mais antigo foi realizado pelos gregos e romanos. Esse óleo essencial popular tem muitos benefícios terapêuticos. Quando aplicado de forma tópica ao couro cabeludo, ele pode encorajar o crescimento capilar. 

Hortelã 

Um estudo de 2014, publicado na revista Toxicological Research, demonstrou que, quando o óleo de hortelã é aplicado de forma tópica, ele pode ajudar com o crescimento capilar. Mais estudos ainda são necessários. 

Alecrim 

Um estudo de 2015 comparou o alecrim com o medicamento aprovado pela FDA minoxidil (Rogaine). Os resultados foram similares, com o alecrim apresentando melhora no crescimento capilar, assim como o medicamento, quando aplicado de forma tópica no couro cabeludo. Porém, levou seis meses para que o crescimento começasse a ser visto, então é necessário ter paciência. 

Referências:

  1. Skin Appendage Disord. 2017 Aug;3(3):166-169. doi: 10.1159/000462981. Epub 2017 Apr 27. (biotin and hair loss)
  2. Int J Trichology. 2016 Apr-Jun;8(2):73-7. doi: 10.4103/0974-7753.188040.
  3. Skin Pharmacol Physiol. 2013;26(2):101-7. doi: 10.1159/000346698. Epub 2013 Feb 20. (Iron and hair loss)
  4. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018 Jul;32(7):1214-1221. doi: 10.1111/jdv.14987. Epub 2018 May 18. (Vitamin D and alopecia areata)
  5. Clin Exp Med. 2018 Nov;18(4):577-584. doi: 10.1007/s10238-018-0511-8. Epub 2018 Jun 4. (Vitamin D and the severity of AA)
  6. J Drugs Dermatol. 2016 Oct 1;15(10):1235-1237. (Zinc and hair loss)
  7. J Cosmet Dermatol. 2015 Mar;14(1):76-82. doi: 10.1111/jocd.12127. Epub 2015 Jan 8. (Essential fatty acids and hair loss)
  8. J Med Primatol. 2017 Oct;46(5):248-251. doi: 10.1111/jmp.12271. Epub 2017 May 2.
  9. Lee BH, Lee JS, Kim YC. Hair Growth-Promoting Effects of Lavender Oil in C57BL/6 Mice. Toxicological Research. 2016;32(2):103-108. doi:10.5487/TR.2016.32.2.103.
  10. Oh JY, Park MA, Kim YC. Peppermint Oil Promotes Hair Growth without Toxic Signs. Toxicological Research. 2014;30(4):297-304. doi:10.5487/TR.2014.30.4.297.
  11. Skinmed. 2015 Jan-Feb;13(1):15-21. Rosemary helps hair growth

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