As suas preferências desta sessão foram atualizadas. Para alterar permanentemente as configurações da sua conta, acesse
Lembre-se de que é possível atualizar o país ou o idioma de sua preferência a qualquer momento em
beauty2 heart-circle sports-fitness food-nutrition herbs-supplements

Potenciais Benefícios do Óleo de Semente Preta para o Sistema Imunológico

Por Scott Buesing, ND

Neste artigo:


A semente preta é uma erva reverenciada há milhares de anos no Oriente Médio. Referências à planta aparecem tanto na Bíblia quanto no Alcorão, e suas sementes foram encontradas na tumba de Tutancâmon no Egito. Embora às vezes seja chamada de cominho preto ou alcaravia preta, a semente preta (Nigella sativa) não tem relação com qualquer condimento comum de cozinha, mas tem uma longa história na medicina tradicional.

Curiosamente, a semente preta tem sido usada para uma ampla variedade de doenças, incluindo doenças respiratórias, digestivas, imunológicas, cardíacas, renais e hepáticas. Além disso, ela costumava ser recomendada como um tônico geral de saúde para melhorar o bem-estar geral. Recentemente, novas pesquisas sugeriram potenciais benefícios que ratificam seu uso histórico.

‌‌Óleo de semente preta é benéfico para o sistema imunológico?

Por ser uma erva, a semente preta apresenta uma ampla variedade de efeitos positivos para o corpo humano e para o sistema imunológico. A semente preta parece apresentar vários efeitos diretos e indiretos, incluindo:

  • Simulação e equilíbrio da função imunológica
  • Atenuação de inchaços e desconfortos por meio de atividade antioxidante e anti-inflamatória
  • Produção de efeitos antimicrobianos diretamente contra vírus, bactérias, fungos e parasitas

A função do sistema imunológico é complicada. Existem inúmeras partes, desde glóbulos brancos que engolem invasores, até anticorpos especificamente adaptados para destruí-los.

As células exterminadoras naturais (células NK) são uma parte da resposta imune do corpo, capazes de atacar diretamente células irregulares e infectadas. Estudos em humanos sugeriram que a semente preta apresenta benefícios como aumentar significativamente a atividade das células NK. Além disso, vários estudos in vitro (placa de Petri) e em animais mostraram efeitos mobilizadores e de equilíbrio nas respostas de anticorpos e na atividade dos glóbulos brancos.

‌‌Benefícios anti-inflamatórios do óleo de semente preta

A semente preta é rica em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios. Esses compostos parecem ter possíveis significados clínicos. Os componentes antioxidantes da semente preta têm sido considerados como potencial reforço para níveis equilibrados de pressão arterial. Os antioxidantes da semente preta também parecem ter um papel na proteção do estômago e do sistema gastrointestinal.

Inflamações são parte de quase todas as doenças crônicas. Em testes em humanos, foi verificado que a semente preta apresentou possíveis benefícios em uma série de doenças inflamatórias, incluindo alergias, asma e desconforto nas articulações. Os benefícios parecem ser, pelo menos em parte, devido à sua atividade anti-inflamatória.

Pacientes com febre do feno mostraram melhorias significativas nos sintomas após duas semanas de uso do óleo de semente preta. Os autores do estudo concluíram que a semente preta pode ser uma opção de tratamento viável. Uma meta-análise recente de todas as pesquisas publicadas sobre asma concluiu que a semente preta parece diminuir os sintomas, provavelmente por meio da atividade anti-inflamatória. Dois estudos separados sobre aplicações tópicas na osteoartrite mostraram que o óleo de semente preta pode diminuir o desconforto no joelho causado por uso excessivo. Pesquisas em células de cartilagem humana mostraram atividade benéfica significativa. Uma avaliação recente da pesquisa para o tratamento da artrite reumatoide mostrou melhora clínica com o uso da semente preta, em todos os cinco estudos publicados.

‌‌Atividade antimicrobiana do óleo de semente preta

De interesse adicional, a semente preta mostra efeitos antimicrobianos diretos que foram documentados contra vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Vírus

Em um ensaio clínico em humanos para tratamento da hepatite C, a semente preta reduziu em mais da metade a carga viral e melhorou os resultados clínicos. E embora seja claro que mais pesquisas são necessárias, um estudo de caso sobre o uso da semente preta para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) mostrou a eliminação completa de vírus detectável no sangue de um paciente, que permaneceu estável por anos após interromper o tratamento.

Bactérias

A helicobacter pylori é a bactéria causadora da maioria das úlceras estomacais. Infelizmente, ela é notoriamente difícil de tratar. As abordagens padrão, que utilizam três ou quatro medicamentos combinados, apresentam apenas 80% de eficácia. Um ensaio em humanos usando semente preta e omeprazol (um bloqueador de acidez estomacal) mostrou resultados de tratamento comparáveis aos da terapia tripla padrão, eliminando a infecção em 67% dos pacientes. Um estudo usando semente preta e mel também mostrou eficácia razoável em eliminar a bactéria em 57% dos pacientes.

Fungos

Embora faltem evidências de ensaios clínicos, vários estudos mostram atividade que equilibram leveduras no corpo, bem como outros fungos que comumente causam infecções de pele. Com os dados atualmente disponíveis, são necessários mais estudos para ver se a semente preta tem benefícios no tratamento tópico direto de doenças fúngicas.

Parasitas

No caso de parasitas, as evidências sugerem que a semente preta mostra atividade contra vermes sanguíneos, um gênero de trematódeos. Em uma pesquisa separada em camundongos, a semente preta apresentou desempenho superior ao da medicação antiparasitária padrão para parasitas plasmódios. São necessárias mais pesquisas para compreender totalmente o potencial da semente preta para problemas de saúde humanos, mas as evidências disponíveis sugerem alguma promessa para certos tipos de infecção parasitária.

‌‌Formulações de sementes pretas

Sementes pretas têm sido usadas em várias formas diferentes, e todas demonstraram benefícios potenciais. A erva é considerada “geralmente reconhecida como segura” para uso culinário pelo FDA (Food and Drug Administration) dos EUA, além de estar disponível na forma de suplementos. Alguns estudos utilizaram sementes moídas inteiras e extratos, embora o óleo de semente preta seja provavelmente a forma mais comum, sendo usado de forma tópica ou tomado pela boca. Cada formulação provavelmente apresentará efeitos de tratamento um pouco diferentes, uma vez que cada uma contém diferentes níveis de ingredientes ativos da erva. São necessárias mais pesquisas para compreender como melhor utilizar cada forma para doenças específicas.

‌‌Pontos importantes

  • A semente preta, como erva, vem sendo usada medicinalmente há milhares de anos.
  • Pesquisas atuais sugerem que, por seus benefícios ao sistema imunológico, a semente preta pode ter usos clínicos.
  • A pesquisa mostrou melhorias de problemas de alergia e asma, inchaço nas articulações e alguns tipos de infecção.

Embora sejam necessárias mais evidências, as pesquisas com a semente preta são promissoras, mesmo para algumas doenças que podem ser difíceis de tratar.

Referências:

  1. Sommer AP, Försterling HD, Sommer KE. Tutankhamun's antimalarial drug for Covid-19 [published online ahead of print, 2020 Oct 30]. Drug Res (Stuttg). 2020;10.1055/a-1274-1264. doi:10.1055/a-1274-1264
  2. Ahmad A, Husain A, Mujeeb M, et al. A review on therapeutic potential of Nigella sativa: A miracle herb. Asian Pac J Trop Biomed. 2013;3(5):337-352. doi:10.1016/S2221-1691(13)60075-1
  3. Kooti W, Hasanzadeh-Noohi Z, Sharafi-Ahvazi N, Asadi-Samani M, Ashtary-Larky D. Phytochemistry, pharmacology, and therapeutic uses of black seed (Nigella sativa). Chin J Nat Med. 2016;14(10):732-745. doi:10.1016/S1875-5364(16)30088-7
  4. Abuharfeil NM, Salim M, Von Kleist S. Augmentation of natural killer cell activity in vivo against tumour cells by some wild plants from Jordan. Phytother Res. 2001;15(2):109-113. doi:10.1002/ptr.692
  5. Majdalawieh AF, Fayyad MW. Immunomodulatory and anti-inflammatory action of Nigella sativa and thymoquinone: A comprehensive review. Int Immunopharmacol. 2015;28(1):295-304. doi:10.1016/j.intimp.2015.06.023
  6. Leong XF, Rais Mustafa M, Jaarin K. Nigella sativa and its protective role in oxidative stress and hypertension [published correction appears in Evid Based Complement Alternat Med. 2013;2013:253479]. Evid Based Complement Alternat Med. 2013;2013:120732. doi:10.1155/2013/120732
  7. Magdy MA, Hanan el-A, Nabila el-M. Thymoquinone: Novel gastroprotective mechanisms. Eur J Pharmacol. 2012;697(1-3):126-131. doi:10.1016/j.ejphar.2012.09.042
  8. Nikakhlagh S, Rahim F, Aryani FH, Syahpoush A, Brougerdnya MG, Saki N. Herbal treatment of allergic rhinitis: the use of Nigella sativa. Am J Otolaryngol. 2011;32(5):402-407. doi:10.1016/j.amjoto.2010.07.019
  9. He T, Xu X. The influence of Nigella sativa for asthma control: A meta-analysis. Am J Emerg Med. 2020;38(3):589-593. doi:10.1016/j.ajem.2019.11.036
  10. Tuna HI, Babadag B, Ozkaraman A, Balci Alparslan G. Investigation of the effect of black cumin oil on pain in osteoarthritis geriatric individuals. Complement Ther Clin Pract. 2018;31:290-294. doi:10.1016/j.ctcp.2018.03.013
  11. Kooshki A, Forouzan R, Rakhshani MH, Mohammadi M. Effect of topical application of nigella sativa oil and oral acetaminophen on pain in elderly with knee osteoarthritis: A crossover clinical trial. Electron Physician. 2016;8(11):3193-3197. Published 2016 Nov 25. doi:10.19082/3193
  12. Wang D, Qiao J, Zhao X, Chen T, Guan D. Thymoquinone inhibits IL-1β-induced inflammation in human osteoarthritis chondrocytes by suppressing NF-κB and MAPKs signaling pathway. Inflammation. 2015;38(6):2235-2241. doi:10.1007/s10753-015-0206-1
  13. Khabbazi A, Javadivala Z, Seyedsadjadi N, Malek Mahdavi A. A systematic review of the potential effects of Nigella sativa on rheumatoid arthritis. Planta Med. 2020;86(7):457-469. doi:10.1055/a-1143-8521
  14. Barakat EM, El Wakeel LM, Hagag RS. Effects of Nigella sativa on outcome of hepatitis C in Egypt. World J Gastroenterol. 2013;19(16):2529-2536. doi:10.3748/wjg.v19.i16.2529
  15. Onifade AA, Jewell AP, Adedeji WA. Nigella sativa concoction induced sustained seroreversion in HIV patient. Afr J Tradit Complement Altern Med. 2013;10(5):332-335. Published 2013 Aug 12.
  16. Gisbert JP, Calvet X. Review article: the effectiveness of standard triple therapy for Helicobacter pylori has not changed over the last decade, but it is not good enough. Aliment Pharmacol Ther. 2011;34(11-12):1255-1268. doi:10.1111/j.1365-2036.2011.04887.x
  17. Salem EM, Yar T, Bamosa AO, et al. Comparative study of Nigella sativa and triple therapy in eradication of Helicobacter Pylori in patients with non-ulcer dyspepsia. Saudi J Gastroenterol. 2010;16(3):207-214. doi:10.4103/1319-3767.65201
  18. Hashem-Dabaghian F, Agah S, Taghavi-Shirazi M, Ghobadi A. Combination of Nigella sativa and honey in eradication of gastric Helicobacter pylori infection. Iran Red Crescent Med J. 2016;18(11):e23771. Published 2016 Jun 21. doi:10.5812/ircmj.23771
  19. Shokri H. A review on the inhibitory potential of Nigella sativa against pathogenic and toxigenic fungi. Avicenna J Phytomed. 2016;6(1):21-33.
  20. Yimer EM, Tuem KB, Karim A, Ur-Rehman N, Anwar F. Nigella sativa L. (Black Cumin): A promising natural remedy for wide range of illnesses. Evid Based Complement Alternat Med. 2019;2019:1528635. Published 2019 May 12. doi:10.1155/2019/1528635
  21. Okeola VO, Adaramoye OA, Nneji CM, Falade CO, Farombi EO, Ademowo OG. Antimalarial and antioxidant activities of methanolic extract of Nigella sativa seeds (black cumin) in mice infected with Plasmodium yoelli nigeriensis. Parasitol Res. 2011;108(6):1507-1512. doi:10.1007/s00436-010-2204-4
  22. Koshak DAE, Koshak PEA. Nigella sativa L as a potential phytotherapy for coronavirus disease 2019: A mini review of in silico studies. Curr Ther Res Clin Exp. 2020;93:100602. doi:10.1016/j.curtheres.2020.100602
  23. Koshak AE, Koshak EA, Mobeireek AF, et al. Nigella sativa supplementation to treat symptomatic mild COVID-19: A structured summary of a protocol for a randomised, controlled, clinical trial. Trials. 2020;21(1):703. Published 2020 Aug 8. doi:10.1186/s13063-020-04647-x
 

Artigos Relacionados

Ver tudo

Bem-estar

Novas Informações Sobre Imunidade em 2021 — Será Que Uma Vitamina Pode Ajudar a Reduzir as Taxas de

Bem-estar

Está com Gases e Sentindo Inchaço? Veja o Que o Seu Intestino Está te Dizendo

Bem-estar

9 Condições de Saúde que Podem se Beneficiar dos Suplementos de Zinco