‌‌‌‌O que é zinco?

O zinco é um micromineral essencial encontrado em todas as células do corpo humano. Ele atua primariamente como um componente em mais de 200 enzimas. As enzimas utilizam o zinco para formar vários compostos importantes e componentes estruturais necessários para as funções do corpo humano. De fato, o zinco é o mineral que atua em mais reações enzimáticas. 

A maioria das enzimas é composta por uma proteína, um mineral essencial e, possivelmente, uma vitamina. Quando não contém o mineral essencial ou a vitamina, a enzima pode não funcionar adequadamente. Quando os níveis de zinco estão baixos, praticamente todos os sistemas do corpo são afetados, pois ele tem uma função central em muitas enzimas. Além de seu papel na composição de enzimas, o zinco é necessário para que vários hormônios funcionem de maneira adequada, incluindo insulina, hormônio do crescimento e hormônios sexuais como testosterona e estrogênio. 

Níveis adequados de zinco são absolutamente essenciais para uma boa saúde. Os benefícios do zinco são diversos. Ele é especialmente importante em áreas como função imunológica, cicatrização, funções cerebral e sensorial, função sexual e saúde da pele.

Embora as deficiências severas de zinco sejam bem raras nos países desenvolvidos, acredita-se que muitas pessoas em todo o planeta tenham uma leve deficiência de zinco, sobretudo crianças pequenas e idosos. A deficiência de zinco pode ser causada pelo consumo reduzido e/ou pelo aumento em seu uso. Levantamentos indicam que, em média, as pessoas consomem entre 47% e 67% da ingestão diária recomendada (IDR) de zinco. Identificar uma deficiência leve de zinco é algo complexo,1  mas ela pode apresentar alguns sinais, como uma maior suscetibilidade à depressão, infecções, redução do olfato ou do paladar e alguns problemas pequenos de pele, incluindo acne e dificuldades na cicatrização. Outras características físicas que se correlacionam frequentemente ao baixo teor de zinco são a redução da capacidade de enxergar à noite ou em locais pouco iluminados, dificuldades de crescimento e desenvolvimento em crianças, atrofia testicular, úlceras na boca, língua com revestimento branco e halitose acentuada (mau hálito).

‌‌‌‌Quais problemas de saúde são predispostos à deficiência de zinco?

Consumo reduzido:

  • Inflamações e infecções agudas
  • Cirrose alcoólica
  • Alcoolismo
  • Anorexia nervosa
  • Queimaduras
  • Síndrome pós-traumática
  • Deficiência de proteínas
  • Vegetarianismo
  • Inanição

Absorção reduzida:

  • Alcoolismo
  • Doença celíaca
  • Perda crônica de sangue
  • Diabetes mellitus
  • Diarreia
  • Alimentação rica em fibras
  • Alta proporção alimentar de cálcio para zinco
  • Alta proporção alimentar de ferro para zinco
  • Doença inflamatória intestinal
  • Ressecção intestinal
  • Doenças do fígado
  • Insuficiência pancreática

Aumento da necessidade:

  • Velhice
  • Gravidez e amamentação
  • Uso de contraceptivos orais
  • Saltos de crescimento e puberdade

‌‌‌Em quais problemas de saúde a suplementação de zinco pode ajudar?

O zinco tem um grande papel na saúde em geral. Sua importância não pode ser subestimada. Ele também é muito importante no enfrentamento a vários problemas específicos de saúde, sobretudo quando os níveis de zinco estão baixos. 

A suplementação de zinco tem um enorme suporte científico da literatura médica, pois mais de mil estudos duplos-cegos e controlados por placebos já mostraram que a ela pode trazer benefícios diante de diversos tipos de problemas e para a restauração da saúde. Confira alguns problemas de saúde para os quais a suplementação de zinco traz mais suporte e se faz mais necessária:

  • Acne e outros problemas de pele
  • Saúde cerebral, sono e humor
  • Resfriado e fortalecimento do sistema imunológico
  • Diabetes
  • Degeneração macular
  • Função sexual do homem
  • Gravidez
  • TPM
  • Artrite reumatoide e inflamações

1. Acne e outros problemas de pele

O zinco é um suplemento muito importante a se considerar para obter suporte para a estrutura e a saúde da pele, do cabelo e das unhas. Estudos mostram que a suplementação de zinco traz benefícios consideráveis para a resolução de problemas nessas áreas. Ele fortalece as unhas, é essencial para a textura e o crescimento do cabelo e, além disso, é necessário para que a pele retenha níveis adequados de hidratação (água) e oleosidade.

A suplementação de zinco é particularmente útil quando a pele está acometida pela acne, pois exerce efeitos benéficos tanto na produção de sebo como no metabolismo hormonal. Níveis baixos de zinco são encontrados com maior frequência em adolescentes e podem ser um fator de risco e predisposição à acne. Vários estudos duplos-cegos demonstraram que a suplementação de zinco gera resultados semelhantes ao antibiótico tetraciclina em acne superficial e resultados superiores em acne mais profunda.2,3 Embora alguns participantes desses estudos tenham apresentado uma grande melhora instantaneamente, a maioria precisou de doze semanas de suplementação antes de obter bons resultados. Portanto, tenha paciência.

O zinco também demonstrou trazer benefícios à cicatrização. Tal efeito é muito importante em pessoas diabéticas, pois elas apresentam um risco maior de dificuldades na cicatrização e de infecções subsequentes. O mesmo vale para pessoas com tendência a furúnculos e foliculite. 

A importância do zinco para a cicatrização foi claramente demonstrada em um estudo duplo-cego feito com 60 pacientes com úlceras do pé diabético de grau 3.4 Os pacientes que tomaram 50 mg de (sulfato de) zinco por dia apresentaram uma melhora significativa na cicatrização de úlceras após doze semanas, bem como uma melhora no controle da glicemia, na capacidade antioxidante total no sangue, nos níveis de glutationa no sangue e redução nos marcadores inflamatórios. Todas essas melhoras foram o resultado aparente da restauração de níveis adequados de zinco no corpo.

2. Saúde cerebral, qualidade do sono e humor

A deficiência de zinco produz alterações profundas na química do cérebro, resultando em depressão e impedimentos na função mental em seres humanos. A deficiência de zinco é uma das deficiências de nutrientes mais comuns em crianças e idosos. Estudos sugerem que ela seja um importante fator para o enfraquecimento da função mental, da memória e do humor nessas faixas etárias. Não surpreende o fato de que estudos clínicos com suplementação de zinco tenham mostrado efeitos benéficos na melhora do humor e de alguns aspectos da função mental em crianças e idosos.5

A deficiência de zinco também é bastante comum em algumas partes do mundo, como o Oriente Médio. Em um estudo feito no Irã, o consumo alimentar de zinco foi significativamente menor entre os participantes com sintomas leves a severos de depressão do que entre aqueles com sintomas mínimos ou sem sintomas.6

Outro grupo no qual a deficiência de zinco pode ser um fator subjacente para a queda no humor e na função cerebral são as pessoas com sobrepeso ou com baixo controle da glicemia. Em um estudo, 50 participantes com sobrepeso foram divididos aleatoriamente em dois grupos, recebendo 30 mg diários de (monometionina de) zinco ou de um placebo por doze semanas. A suplementação de zinco resultou em aumento nas pontuações de humor, bem como em um marcador biológico de produção de novas células cerebrais, em comparação ao grupo que consumiu o placebo.7

Alguns dos benefícios do zinco na melhora do humor podem se dever à melhora da qualidade do sono. Em um ensaio clínico duplo-cego, 54 enfermeiros de unidades de terapia intensiva (UTI) tomaram 50 mg de (sulfato de) zinco a cada três dias, durante um mês, e sentiram uma melhora significativa na qualidade do sono. Tais melhoras corresponderam ao aumento do teor de zinco no sangue.8 

3. Resfriado

O zinco está envolvido em praticamente todos os aspectos da função imunológica. De fato, o zinco também é conhecido como o “porteiro” da função imunológica.9 Estudos mostram que a suplementação de zinco é capaz de reverter uma função imunológica baixa, sobretudo a imunidade reduzida característica do envelhecimento.10,11 Esse efeito pode se dever à restauração dos níveis sanguíneos de timulina (um hormônio produzido pela glândula timo). Normalmente, à medida que envelhecemos, caem os níveis de timulina e outros hormônios do timo que aumentam a imunidade. A redução desses hormônios acarreta uma função imunológica prejudicada e aumenta o risco de infecções. Ao restaurar os níveis de timulina, a suplementação de zinco pode reforçar significativamente a função imunológica. Outro efeito da suplementação de zinco que se percebeu em estudos com idosos é a melhora do status nutricional geral. Tal efeito sinaliza a importância do zinco para o uso e a absorção adequados de outros nutrientes.

O zinco também possui certa atividade antiviral direta, incluindo atividade antiviral contra diversos vírus que podem causar resfriados.12 O uso de suplementos de zinco, particularmente na forma de pastilhas, parece ser muito útil durante um resfriado. Embora alguns estudos tenham apresentado ótimos resultados, outros não tiveram o mesmo.13 Acredita-se que essa inconsistência se deva às fórmulas ineficazes nas pastilhas dos estudos negativos. Para ter eficácia, o zinco precisa estar livre (ionizado) na saliva. O ácido cítrico parece reduzir sua eficácia. Portanto, certifique-se de consumir pastilhas de zinco sem ácido cítrico. Ao tomar pastilhas que contenham zinco para aliviar a dor de garganta ou o resfriado, também é importante se lembrar de não consumir frutas cítricas ou seus sucos 30 minutos antes e depois de dissolver a pastilha, uma vez que o ácido cítrico cancelará o efeito do zinco.

4. Diabetes e controle da glicemia

O zinco está envolvido em praticamente todos os aspectos do metabolismo da insulina: síntese, secreção e utilização. Infelizmente, a deficiência de zinco é comum em pacientes com diabetes.14 Sem zinco suficiente, a insulina simplesmente não funciona de maneira adequada. A suplementação de zinco e de quase todas as demais vitaminas hidrossolúveis e minerais é essencial, pois, normalmente, os diabéticos eliminam muito zinco e outros nutrientes hidrossolúveis pela urina. Diversos estudos mostram que a suplementação de zinco aumenta a sensibilidade a insulina em pessoas pré-diabéticas ou diabéticas.15 Conforme mencionado acima, o zinco também é importante para a cicatrização adequada e para reforçar a função imunológica, aspectos importantes na diabetes.

4. Função sexual do homem

O zinco é essencial para a função sexual do homem. Ele está envolvido no metabolismo hormonal e na formação e motilidade dos espermatozoides. Entre várias outras coisas, a deficiência de zinco se caracteriza pela queda nos níveis de testosterona e na contagem de espermatozoides. Os níveis de zinco costumam ser bem menores em homens inférteis, com baixas contagens de espermatozoides, indicando que um teor baixo de zinco pode ser um fator contribuinte para a infertilidade. Vários estudos duplos-cegos mostram que a suplementação de zinco pode aumentar as contagens e a motilidade dos espermatozoides. O zinco é especialmente eficaz no aumento de contagens de espermatozoides em homens com baixos níveis de testosterona.16

6. Degeneração macular

Estudos mostram que o zinco é benéfico na redução da perda de visão no tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O zinco desempenha um papel essencial no metabolismo da retina, e os idosos apresentam um risco maior de deficiência de zinco.17 Além dos estudos feitos com uma combinação de nutrientes, demonstrou-se que, sozinho, o zinco melhora a DMRI. De fato, foram os impressionantes resultados com a suplementação de zinco que levaram aos famosos Estudos das Doenças Oculares Relacionadas à Idade, realizados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

‌‌‌7. Gravidez

Níveis baixos de zinco estão associados a partos prematuros, baixo peso ao nascer, atraso do crescimento e pré-eclâmpsia - uma perigosa complicação da gravidez, marcada por elevações da pressão arterial, retenção de líquidos e perda de proteína pela urina. Alguns estudos sobre a suplementação de zinco na gestação mostraram que, em comparação ao grupo que consumiu um placebo, as mulheres que tomaram suplemento de zinco deram à luz bebês com peso corporal e circunferência da cabeça maiores e tiveram menos complicações na gravidez.18

‌‌‌‌8. TPM

A tensão pré-menstrual (TPM), também conhecida como síndrome pré-menstrual, é algo comum para muitas mulheres durante seus anos reprodutivos. A nutrição parece ser um fator subjacente. Para muitas mulheres, o zinco pode ser o principal nutriente a equilibrar as coisas, uma vez que vários estudos clínicos mostraram benefícios. Por exemplo, em um ensaio duplo-cego com 60 jovens universitárias com síndrome pré-menstrual, aquelas que tomaram 30 mg de zinco por dia sentiram melhoras significativas na qualidade de vida, sobretudo em relação aos aspectos físicos (nível de energia, qualidade do sono, sensibilidade nas mamas etc.) e psicológicos (como o humor).19,20

‌‌‌‌9. Artrite reumatoide

O zinco tem efeitos antioxidantes, além de atuar na enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD com cobre e zinco). Normalmente, pessoas com artrite reumatoide e outras condições inflamatórias têm níveis reduzidos de zinco. Vários estudos utilizaram a suplementação para restaurar os níveis adequados de zinco em pessoas com artrite reumatoide. Alguns desses estudos demonstraram melhoras correspondentes nas funções relacionadas ao zinco.21 A maioria dos estudos utilizou o zinco na forma de sulfato de zinco. Melhores resultados poderiam ter sido obtidos com o uso de uma forma mais absorvível de zinco.

‌‌Qual é a dosagem usual de zinco?

Para adultos, a faixa de dosagem de suplementação de zinco para dar suporte à saúde em geral e durante a gravidez ou a amamentação vai de 15 a 20 mg. Para crianças, a dosagem vai de 5 a 10 mg. Quando se utiliza a suplementação de zinco para tratar problemas específicos de saúde, a faixa de dosagem vai de 30 a 45 mg para homens e de 20 a 30 mg para mulheres. Não é necessário consumir mais do que essa dosagem.

Quando estiver com resfriado, utilize pastilhas que forneçam de 15 a 25 mg de zinco elementar e dissolva-os na boca a cada duas horas em que estiver acordado. Na primeira dose, tome o dobro. Use as pastilhas por até sete dias. Evite consumir mais de 150 mg de zinco por dia, por mais de uma semana, pois altas dosagens podem prejudicar a função imunológica.

‌‌‌‌Quais formas de zinco estão disponíveis?

Há diversas formas de zinco à disposição. Embora vários estudos clínicos tenham utilizado o sulfato de zinco, ele não é tão bem absorvido como outras formas, incluindo picolinato, acetato, citrato, bisglicinato, óxido e monometionina de zinco, que são excelentes formas. Não há dados que corroborem cada uma dessas formas como muito bem absorvidas e capazes de trazer benefícios. Grande parte das pastilhas de zinco é feita com gluconato de zinco, que parece ser uma forma eficaz para essa aplicação.

‌‌‌‌Quais são os possíveis efeitos colaterais da suplementação de zinco?

Se consumido com o estômago vazio (principalmente se for sulfato de zinco), a suplementação de zinco poderá causar desconforto gastrointestinal e náusea. O consumo prolongado e superior a 150 mg por dia pode causar anemia, reduzir os níveis de colesterol HDL e enfraquecer a função imunológica.

‌‌‌‌O zinco interage com algum medicamento?

O zinco pode diminuir a absorção de tetraciclina e ciprofloxacino. Não tome suplementos de zinco e esses antibióticos com um intervalo inferior a 2 horas.

O uso dos seguintes medicamentos faz o corpo perder mais zinco ou interfere em sua absorção: aspirina, azidotimidina (AZT), captopril, enalapril, estrogênios (contraceptivos orais e Premarin®), penicilamina e diuréticos tiazídicos. A suplementação pode ser necessária para que as pessoas que tomam esses medicamentos mantenham seu status de zinco.

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